sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mares e Oceanos
O volume total de água do mar corresponde à cerca de 1,4 bilhão de km cúbicos. A evaporação retira anualmente 320 mil km cúbicos, retornando sobre a forma de chuvas que caem diretamente no mar ou nos continentes. Na água do mar estão dissolvidos substâncias minerais com predomínio do cloreto de sódio (80%), havendo também o cloreto de magnésio e o bicarbonato de cálcio, utilizado pelos moluscos e corais para construírem seus próprios esqueletos. A salinidade média é de 30 a 40 grs por 1000, ou seja, se colocarmos 1 litro de água do mar num recipiente e a fizermos evaporar, restarão no fundo desse recipiente da 30 a 40 gramas de substâncias minerais sólidas. Com traços de ouro, prata, urânio, chumbo, ferro e zinco. Quanto maior a evaporação, maior a salinidade. A cor é o reflexo do céu (azul), ou a cor dos sedimentos depositados no fundo. O mar vermelho é assim chamado porque nele proliferam algas vermelhas em grande número que atingem a água em certos trechos. O responsável pelas ondas é o vento. Uma brisa que sopre a menos de 1 km por hora já é suficiente para desencadear oscilações que logo se transformam em marolas. Quando tal brisa atinge 3 km/h as marolas se convertem em ondas. O fundo do mar apresenta uma cadeia de montanhas e fossas ou depressões oceânicas. Existem barreiras rochosas submersas, é o caso da soleira dec Gibraltar, que separa o Atlântico do Mar Mediterrâneo. Nas costas da Namíbia (África), extrai-se inclusive diamantes dos fundos arenosos, outro recurso bem explorado é o petróleo. Agricultura e indústria exigem um volume de água cada vez maior e o mar é uma reserva praticamente inesgotável, a água, porém é salgada. A água do mar pode ser dessalinizada por evaporação, ,mas em grande quantidade é necessário usinas: complexas, gigantescas, caríssimas e que gastam muita energia, não estando ao alcance de todos os países. Outra alternativa seria rebocar icebergs.   
Você sabe qual é a diferença entre Mares e Oceanos?

Os mares são diferentes dos oceanos pela dimensão e posição geográfica. São considerados partes dos oceanos, localizando-se entre limites continentais. Também são menos profundos. O mar é salgado porque em suas águas há predomínio de cloreto de sódio, o sal de cozinha (aquele que a mamãe usa para temperar a comida) e também de cloreto de magnésio. A cor do mar varia entre azul e outras cores, como o verde e o cinza escuro. As causas dessas variações se devem ao reflexo do céu, à temperatura das águas, ou ainda, à presença de sedimentos coloridos ou substâncias no fundo do mar. As ondas do mar são causadas pelo vento e a velocidade delas varia muito, dependendo sempre da velocidade e intensidade da ventania.
Já os oceanos...São divididos por dorsais, formando cadeias de montanhas submarinas que se estendem por mais de 65.000 km ao redor dos oceanos possuindo altura média de 2,5 km acima do solo submerso que o cerca.
Curiosidades
Você sabia que a Terra é o único planeta que possui água em estado líquido cobrindo a maior parte de sua área. Aproximadamente 70,8 % da área da Terra é coberta por água (e os oceanos respondem quase 100% desta área).
Veja também:

Você viveria como um peixe
? e Abismos oceânicos
Estas dorsais são normalmente o primeiro ponto onde os terremotos atingem. É nesta região que o novo solo oceânico aparece com o constante subir de magma e seu resfriamento (este processo aumenta o solo oceânico em cerca de 2 km²).
Por que o mar está sempre em movimento?O movimento das águas do mar e dos grandes lagos chama-se maré, e provoca uma verdadeira dança de vai e vem no nível das águas. A explicação para este fenômeno surgiu após a lei da gravitação, de Isaac Newton, que relacionou intimamente o movimento das marés com a posição do Sol e da Lua e com as forças de atração correspondentes.



coral-reef 
Os oceanos e mares têm uma importância tão grande quanto as florestas que recobrem o planeta. A biodiversidade dos oceanos vem sendo atingida pelas agressões ambientais provocadas pelo homem, que provoca a destruição da faúna e flora marinha.
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De acordo com cientístas britânicos os oceanos e mares do planeta estão ficando mais ácidos devidos a grande emissão de CO2 na atmosfera terrestre, sendo que este gás é absorvido pelas águas de mares, oceanos e rios, as tornando mais ácidas. O que modifica a composição química destes ecossistemas aquáticos. Vale reassalar que uma mudança como está não acontecia há 65 milhões de anos.
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Recentemente o Governo Britânico numa ação importante, lançou um programa de pesquisa que destina R$ 35,8 milhões para investigar porque os oceanos estão tendo altos indíces de acidificação. A pesquisa se desenvolverá nos Atlântico, Artartico e Ártico.
Fiquem com o vídeo que fala sobre o processo de acidificação dos oecanos, com dados trazidos pelo professor Andrew Dickson da Univeridade da California. O vídeo está em inglês, mas vale a pena assistir.

As águas dos oceanos estão mais quentes. Mais do que se imagina. Não é só o fenômeno El Niño, que eleva a temperatura da superfície do Oceano Pacífico e provoca chuvas torrenciais na Região Sudeste. Nem só o fato de o Oceano Atlântico ter estado mais quente este ano: nas chuvas que desabaram sobre o Rio em abril, o aumento de 1,5 grau contribuiu para a intensidade das tempestades, causando mais evaporação e trazendo umidade extra ao litoral. Cientistas publicaram esta semana um artigo na revista Science no qual estimam que os oceanos absorvam cerca de 90% da energia solar que fica presa na Terra por causa dos gases do efeito estufa.
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Eles descobriram este fenômeno ao perceberem que as atuais ferramentas de medição do aquecimento global não captam nem metade do calor, que especialistas acreditam ter aumentado na Terra nos últimos anos. 
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Sensores de satélite, boias oceânicas e outros instrumentos seriam, segundo eles, inadequados para rastrear esse calor não detectado, que deve estar aumentando nas profundezas dos oceanos.

E embora instrumentos de satélites indiquem que gases de efeito estufa continuem a prender mais energia solar no planeta, cientistas não têm sido capazes de determinar para onde exatamente o calor está indo.
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- Ou as observações de satélite estão incorretas, ou, o que é mais provável, grandes quantidades de calor estão penetrando em regiões que não são adequadamente medidas, assim como as partes mais profundas dos oceanos - diz Kevin Trenberth, principal autor do estudo e cientista do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), dos EUA.

Segundo os cientistas, algum aumento de calor pode ser detectado entre profundidades de cerca de mil a dois mil, porém mais calor deve estar em locais mais profundos, além do alcance dos sensores de oceanos.


- Este calor vai nos assombrar mais cedo ou mais tarde - diz Trenberth, principal autor do estudo e cientista do NCAR. - É fundamental rastrear a elevação da energia em nosso sistema climático para que possamos entender o que está acontecendo e prever nosso clima futuro.
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Trenberth e o co-autor, John Fasullo, se concentraram em um mistério central das mudanças climáticas. Segundo eles, as temperaturas da superfície da Terra têm sido regulares nos últimos anos. Ainda assim, o derretimento de geleiras e do gelo do mar do Ártico, e os níveis do mar cada vez mais elevados indicam que o aquecimento continua a ter profundos efeitos sobre o planeta.

Instrumentos de satélite mostram um desequilíbrio crescente entre a energia do Sol entrando na atmosfera e a energia deixando a superfície da Terra. Esse desequilíbrio é a fonte do aquecimento global de longo prazo. Rastrear a quantidade crescente de calor na Terra é mais complicado do que medir temperaturas na superfície do planeta.
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Trenberth e Fasullo querem sensores de oceanos adicionais, junto com análise de dados mais sistemática e novas abordagens para calibrar instrumentos de satélite, para ajudar a resolver o mistério. As boias que os pesquisadores começaram a empregar no ano 2000 para medir temperaturas dos oceanos, por exemplo, estão separadas por cerca de 300 quilômetros, e fazem leituras a cada dez dias de uma profundidade de cerca de dois mil metros até a superfície. Há planos para ter mais boias desse tipo capazes de medir o calor em profundidades maiores.
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- Nossa preocupação é que nós não somos capazes de monitorar inteiramente ou entender o desequilíbrio. Isso revela uma lacuna em nossa capacidade de observar o aumento do calor em nosso sistema climático - diz Fasullo.